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	<title>IT Life &#187; Tutorial</title>
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	<description>Ou seria ¬vida?</description>
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		<title>Tutorial: Configurando o vim para programação</title>
		<link>http://www.itlife.com.br/2009/10/14/tutorial-configurando-o-vim-para-programacao/</link>
		<comments>http://www.itlife.com.br/2009/10/14/tutorial-configurando-o-vim-para-programacao/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 15 Oct 2009 01:25:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fotanus</dc:creator>
				<category><![CDATA[Computação]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Customização]]></category>
		<category><![CDATA[software livre]]></category>
		<category><![CDATA[Tutorial]]></category>
		<category><![CDATA[vim]]></category>

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		<description><![CDATA[Nesse tutorial, vou explicar (o mais brevemente possível) como transformar o vim em um poderoso editor de código, ensinando a configurar e usar algumas features do próprio vim. Introduzirei assunto por assunto, e então mostrarei onde eles podem ser aprofundados. Essa é apenas a pontinha do iceberg. Digo isso pois eu não domino o vim [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nesse tutorial, vou explicar (o mais brevemente possível) como transformar o vim em um poderoso editor de código, ensinando a configurar e usar algumas features do próprio vim. Introduzirei assunto por assunto, e então mostrarei onde eles podem ser aprofundados. Essa é apenas a pontinha do iceberg. Digo isso pois eu não domino o vim completamente, sou apenas um usuário mediano. Tenha medo dos usuários avançados :)</p>
<p>Antes de ler esse tutorial, recomendo fortemente aprender a usar o básico do vim. Não tem porque configurar o vim como editor de código se não sabe usar ele como editor de texto! <a href="http://www.itlife.com.br/porque-usar-vim/">Motivação não falta</a>. Para começar, sugiro a lógica da bicicleta; você só aprende usando. Felizmente existe um tutorial do vim que utiliza ele mesmo para ver/editar. Para aprender a usar o básico do vim, sugiro usar o comando:</p>
<pre>vimtutor</pre>
<p>Somente depois de entender o básico você conseguirá utilizar (produtivamente) o vim como ferramenta de edição de código.</p>
<p><strong>Arquivos de configuração</strong></p>
<p>O vim, assim como todo bom programa de linux, funciona carregando configurações de dois diferentes lugares: Se disponível, carregará do seu usuário, se não, carregará do próprio sistema. Os arquivos de configuração do sistema podem ser encontrados no caminho &#8220;/usr/share/vim&#8221;. Os do usuário, podem ser encontrados em sua home, no caminho &#8220;~/.vim&#8221; e o arquivo &#8220;~/.vimrc&#8221;. Possivelmente o arquivo e pasta não existem no home do seu usuário, mas você pode cria-los normalmente. No caso do .vimrc, uma boa opção é copiar o padrão da sua distribuição na sua home, renomear o arquivo para .vimrc e começar a editá-lo, assim mantendo as configurações que estavam sendo usadas até o momento com o seu usuário.</p>
<p>Com dois possíveis caminhos a seguir, você vai acabar se perguntando qual dos dois configurar. Sugiro que você configure os arquivos de sua home, por vários motivos, como a portabilidade para qualquer computador (casa, trabalho e amigos), e a padronização da sua distribuição para novos usuários em computadores compartilhados, caso se aplique. Além disso, é mais provável que você tenha uma partição separada para o &#8220;/home&#8221; do que para o &#8220;/usr&#8221;. (dica fora de hora: caso não tenha, não seria uma má prática para futuras instalações, pois assim pode-se manter seus arquivos e configurações mesmo trocando o sistema :D).</p>
<p>O arquivo ~/.vimrc é praticamente um script carregado quando o vim é aberto. Nele, escreve-se qualquer comando que você poderia utilizar normalmente de dentro do vim, por exemplo &#8220;:set number&#8221;.  Vou dar algumas sugestões para preencher esse arquivo na próxima sessão deste tutorial.</p>
<p>A pasta ~/.vim contém, entre outros, plugins e documentação dos plugins. Ensinarei como utilizar plugins em outro post, em um futuro breve.</p>
<p><strong>Configurações básicas do .vimrc</strong></p>
<p>A maior parte das configurações do .vimrc consiste em setar variáveis ou atribuir algum valor a elas. Para comentar o seu .vimrc, isso é, escrever trechos que não serão interpretados como comandos de inicialização, deve ser utilizado aspas duplas. A partir da primeira ocorrência das aspas duplas até o final da linha será considerado comentário.</p>
<p>Segue então algumas configurações básicas retiradas do meu arquivo .vimrc. Os comentários explicam brevemente o que significa cada linha. Essas variáveis configuram muitas características do vim, por exemplo, encoding, compatibilidade, tamanho das tabs, verificação ortográfica, highlight de buscas, mouse, entre outros.</p>
<pre>" Sem categoria
set termencoding=utf8 "encoding do terminal
set nocompatible "Aumenta a independencia do vim com o vi
set history=50 "Numero de comandos mantidos no histórico do vim
set nospell "Desliga verificação ortográfica; você depois pode associar ela com .txt.
"set spell "liga a verificação ortográfica; eu não utilizo, somente em arquivos .txt

set title "mostra o nome do arquivo na barra de título do terminal
set showcmd "mostra os comandos digitados no rodapé
set showmode "mostra o modo do vim (comando/inserção/...) no rodapé
set ruler "mostra a linha e coluna do cursor no rodapé
set number "numera as linhas

set mouse=a "habilita o uso do mouse
filetype plugin on "habilita a carga de plugins especificos de certos tipos de arquivos, quando reconhecidos

"search
set ignorecase "ignora maiusculas/minusculas na busca
set smartcase "quando alguma letra da busca for maiúscula, não ignora maiúsculas/minúsculas
set incsearch "pesquisa enquanto a palavra está sendo digitada
set hlsearch "coloca highlight nas palavras encontradas

""" cores
syntax on "habilita highlight de sintaxe
set bg=dark "modifica as cores padrões; escolha dark para fundo preto, light para fundo branco (fundo do terminal)

"""" Tabulações
set shiftwidth=4 "numero de espaços para o autoindent, entre outros
set softtabstop=4 "numero de espaços quando precionado tab ou backspace
set tabstop=4 "numero de espaços de um tab
set autoindent "identação automática
set lcs=tab:»· "marca os tabs</pre>
<p>Mais informações sobre uma variável específica pode ser conferida utilizando a ajuda online do vim, com o comando</p>
<pre>:help VARIÁVEL</pre>
<div id="attachment_88" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.itlife.com.br/wp-content/uploads/2009/10/basics.png"><img src="http://www.itlife.com.br/wp-content/uploads/2009/10/basics-300x137.png" alt="Vim básico" title="Vim básico" width="300" height="137" class="size-medium wp-image-88" /></a><p class="wp-caption-text">Highlight de sintaxe e busca, numeração de linhas, tabs desenhadas...</p></div>
<p><strong>Tabs</strong></p>
<p>O Vim tem suporte nativo a tabs. Os comandos básicos para esse suporte são os seguintes: Para abrir uma tab, use &#8220;:tabnew&#8221;. Para ir para a próxima tab ou voltar, use &#8220;:tabnext&#8221; e &#8220;:tabprev&#8221;, respectivamente.</p>
<p>Aconselho adicionar essas linhas no seu .vimrc:</p>
<pre>"""" Tabs
set list "Lista as tabs de arquivos abertas
set showtabline=1 "Mostra a linha de tabs apenas se tiver 2 ou mais tabs abertas.
set tabpagemax=10 "Limita o numero máximo de tabs que podem ser abertos ao mesmo tempo</pre>
<p>Para saber mais sobre tabs, use o comando &#8220;:help tabs&#8221;</p>
<div id="attachment_103" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.itlife.com.br/wp-content/uploads/2009/10/tabs.png"><img src="http://www.itlife.com.br/wp-content/uploads/2009/10/tabs-300x137.png" alt="Tabs no vim" title="tabs" width="300" height="137" class="size-medium wp-image-103" /></a><p class="wp-caption-text">Tabs no vim</p></div>
<p><strong>Maps</strong></p>
<p>Uma característica avançada do vim é a capacidade de mapear teclas para funções específicas. Essa habilidade é conhecida também como &#8220;key binding&#8221;, porém no vim ela é referida tradicionalmente como &#8220;map&#8221;. Os maps são definidos diretamente no .vimrc, assim como as variáveis. Como exemplo, temos o seguinte map:</p>
<pre>map &lt;C-c&gt; :wq&lt;CR&gt;</pre>
<p>O map definido acima mapeia a combinação de teclas Ctrl+c para a sequencia de teclas &#8220;:wq.&#8221;, seguido de um enter. Assim, se você estiver no modo de comando, o vim irá salvar o texto e sair. Caso esteja no modo de inserção, ele Digitará o texto :wq e quebrará a linha. Como você pode notar, ele funciona simplesmente como se as teclas acabassem de ser digitadas, e o que acontece depende do modo que você está. Para isso, o comando map pode ser precedido por i, n ou v, para que o mapeamento funcione em apenas um modo (Insert, Normal e Visual, respectivamente). Ainda existem oturas restrições semelhantes, que podem ser conferidos na ajuda online do vim; esses são os básicos. Assim, para ter um resultado mais interessante, podemos fazer o seguinte mapeamento:</p>
<pre>nmap &lt;C-c&gt; :wq&lt;CR&gt;
imap &lt;C-c&gt; Nunca gostei de milho verde sem manteiga.</pre>
<p>Com um teste rápido, podemos ver que agora as mesmas teclas tem ações diferentes, dependendo do modo que você está.</p>
<p>Ainda existe uma opção muito útil relativa ao map, que é a &#8220;nore&#8221;. Normalmente, se forem definidos dois mapeamentos com as mesmas teclas de ativação, funcionando no mesmo modo, o segundo map &#8220;sobrecarrega&#8221; o primeiro. A opção &#8220;nore&#8221; serve para que uma vez que um map tenha sido definido, ele não seja remapeado. Por exemplo, podemos definir os mesmos maps acima do seguinte jeito:</p>
<pre>nnoremap &lt;C-c&gt; :wq&lt;CR&gt;
inoremap &lt;C-c&gt; Nunca gostei de milho verde sem manteiga</pre>
<p>É interessante definir seus maps como noremap.</p>
<p>Os mapeamentos das teclas especiais são bastante <span style="text-decoration: line-through;">estranhos</span> únicos. Um &lt;C-x&gt; Significa Ctrl+x, que é diferente de &lt;C-X&gt;. Ainda existem mapeamentos no estilo &lt;F5&gt;, &lt;UP&gt;, &lt;CR&gt; (carrige return, ou enter), &lt;ESC&gt;, &lt;Tab&gt;, entre outros. Essas teclas estão documentadas no &#8220;:help key-notation&#8221;</p>
<p>Mais informações sobre maps podem ser obtidas na ajuda online do vim, com o comando &#8220;:help map&#8221;</p>
<p><strong>Folding</strong></p>
<p>Folding é a capacidade de esconder partes de código que não interessam em um determinado momento, tornando o código mais visível. Muitos programadores não gostam, mas na minha opinião, essa opção é muito útil, pois permite ter uma visão geral do código em menos linhas.</p>
<p>O primeiro problema é definir quando deve haver um novo fold. Existem 6 métodos diferentes, e desses vou citar apenas 3: manual, indent e syntax. Na manual, você mesmo tem que definir onde criar os folds, o que é trabalhoso e pouco usado. As outras duas opções são syntax, onde os folds são criados automaticamente de acordo com a sintaxe da linguagem usada, ou o indent, onde os foldings são criados  automaticamente na identação. Teste os dois (ou outros que não citei) e use o que preferir.</p>
<p>Vamos então acrescentar mais algumas linhas no arquivo .vimrc para testar essa feature do vim (ou então usar elas como comando de dentro do vim):</p>
<pre>set foldmethod=syntax "seleciona o método de folding
set foldcolumn=2 "Mostra uma coluna auxiliar</pre>
<p>Para abrir ou fechar um fold, você pode usar os comandos &#8220;:zo&#8221; e &#8220;:zc&#8221; , respectivamente. Colocando em maiúsculo as letras &#8220;o&#8221; e &#8220;c&#8221; nos comandos anteriores, você abre/fecha um fold recursivamente. o comando &#8220;:za&#8221; altera o estado da fold atual, isso é, se estiver fechada abre, e se estiver aberta, fecha. Você pode usar esse comando recursivamente colocando a letra &#8220;a&#8221; em maiúscula. Ainda pode-se usar os comandos &#8220;:zR&#8221; e &#8220;:zM&#8221;, para abrir ou fechar todos os folds do arquivo, respectivamente.</p>
<p>O melhor jeito de se aprofundar em foldings é lendo a ajuda online do vim, utilizando o comando &#8220;:help folding&#8221;.</p>
<p><a href="http://www.itlife.com.br/wp-content/uploads/2009/10/folding.png"><img src="http://www.itlife.com.br/wp-content/uploads/2009/10/folding-300x137.png" alt="folding" title="folding" width="300" height="137" class="aligncenter size-medium wp-image-104" /></a></p>
<p><strong>Function/method Completions: completefunc e omnifunc</strong></p>
<p>Os completions só estão disponíveis no vim como padrão a partir da versão 7. Eles são os responsáveis pelo auto-completar, isso é, completar os métodos que uma determinada classe tem, por exemplo. Para vê-lo em ação, você pode fazer o seguinte teste: Primeiramente abra um arquivo com uma extensão de programação válida, por exemplo:</p>
<pre>vi teste.py</pre>
<p>Dentro do arquivo, digite o seguinte texto:</p>
<pre>a="teste"
a.</pre>
<p>Em Python, a primeira linha estancia uma string e a segunda linha está incompleta. O operador &#8220;.&#8221; é utilizado para acessar os métodos da classe string. Vamos testar o completion com essa string; em modo de inserção de texto, com o cursor logo após o &#8220;.&#8221;, aperte Ctrl+x, Ctrl+o. Deve aparecer uma janela com os métodos da string. Usando as setas para escolher, irá dividir a janela em 2, mostrando uma descrição do método na janela de cima. Ela não fecha automaticamente após sair.<br />
<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Don%27t_Panic_(Hitchhiker%27s_Guide_to_the_Galaxy)#Don.27t_Panic">Não entre em pânico</a>. Apesar do auto-completar parecer extremamente arcaico, você pode deixar ele muito mais usável do que imagina, utilizando maps e alguns comandos mais avançados. Um exemplo, você pode fechar automaticamente a janela com a descrição da função e mapear o auto-complete para Ctrl+C com as seguintes duas linhas no .vimrc:</p>
<pre>au CursorMovedI,InsertLeave * if pumvisible() == 0|silent! pclose|endif
inoremap</pre>
<p>Ficou bem melhor, certo? Mas na minha opinião não ficou bom o suficiente. Ainda falta muita coisa nesse auto-completar. Infelizmente essa parte vai ficar para o post sobre plugins, pois vamos precisar de ajuda externa! Para aprender mais sobre o auto-completar, sugiro a leitura do manual online do vim (se leu até agora, aposto que você já imaginava isso), com o comando &#8220;:help complete-functions&#8221;.</p>
<div id="attachment_105" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.itlife.com.br/wp-content/uploads/2009/10/omni.png"><img src="http://www.itlife.com.br/wp-content/uploads/2009/10/omni-300x137.png" alt="auto completar funções e métodos" title="omni" width="300" height="137" class="size-medium wp-image-105" /></a><p class="wp-caption-text">auto completar funções e métodos</p></div>
<p><strong>Considerações finais</strong></p>
<p>Esse tutorial foi escrito com fortes influências do google, enquanto eu aprendia. Gostaria de citar as fontes, porém faz muito que procurei essas informações, e algumas linhas de configuração, apesar de entender agora o que elas fazem, não fui eu quem escreveu, por exemplo a linha de fechar a janela de descrição do auto-complete automaticamente.</p>
<p>Caso tenha alguma sugestão ou dica, entre em contato!</p>
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		<title>Tutorial: Configurando internet via linha de comando no Linux</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Sep 2009 04:50:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fotanus</dc:creator>
				<category><![CDATA[Computação]]></category>
		<category><![CDATA[software livre]]></category>
		<category><![CDATA[Linux]]></category>
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		<category><![CDATA[Tutorial]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje acabei ajudando duas pessoas a configurar sua internet via linha de comando no IRC, então resolvi fazer um tutorial ensinando como fazer isso de maneira simples e genérica, para qualquer distribuição. Esse tutorial estamos assumindo que você tem um modem router, utilizando DHCP para atribuir os IPs. Você vai precisar rodar todos os comandos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje acabei ajudando duas pessoas a configurar sua internet via linha de comando no IRC, então resolvi fazer um tutorial ensinando como fazer isso de maneira simples e genérica, para qualquer distribuição.</p>
<p>Esse tutorial estamos assumindo que você tem um modem router, utilizando DHCP para atribuir os IPs. Você vai precisar rodar todos os comandos como root.</p>
<p><strong>Verificando se sua interface de rede foi reconhecida</strong></p>
<p>A primeira coisa que você deve fazer é ver se alguma interface de rede foi detectada durante o processo de boot. É muito provável que elas estejam ali, até hoje nunca vi nenhuma placa de rede que não fosse detectada e que não estivesse estragada (exceto wireless). Para fazer isso, você deve rodar o comando</p>
<blockquote><p>ifconfig -a</p></blockquote>
<p>Cada interface vai gerar um bloco de texto, como por exemplo esse:<br />
<div id="attachment_37" class="wp-caption aligncenter" style="width: 543px"><img src="http://www.itlife.com.br/wp-content/uploads/2009/09/ifconfig2.png" alt="Saída do comando ifconfig" title="ifconfig" width="533" height="148" class="size-full wp-image-37" /><p class="wp-caption-text">Saída do comando ifconfig</p></div><br />
Na esquerda podemos ver os nomes das interfaces, e na direita algumas informações sobre elas. A interface lo é uma interface especial, chamada de loopback, e deve ser ignorada nesse processo. Provavelmente terá alguma outra interface de rede, que deve ser identificada como eth0 para rede com fio, ou ath0/wlan0 para wireless.  Você vai querer que ela esteja ativa para poder configurá-la, então utilize o comando a seguir, substituindo o eth0 pela interface que você quer configurar.</p>
<blockquote><p>ifconfig eth0 up</p></blockquote>
<p>Tendo certificado que a sua interface de rede foi conhecida e está ativa, o próximo passo é configurá-la.</p>
<p><strong>Rede com fios e IP Dinâmico (DHCP)</strong></p>
<p>Caso você esteja usando DHCP, utilize os comandos abaixo, substituindo eth0 pela sua interface de rede</p>
<blockquote><p>dhcpcd eth0</p></blockquote>
<p>a internet deve estar funcionando agora.</p>
<p><strong>Rede com fios e IP estático</strong></p>
<p>Para utilizar IP fixo, você vai precisar de um IP, de uma máscara de subrede e de ao menos um IP de um resolvedor de nomes. Nesse caso, rode os seguintes comandos:</p>
<blockquote><p>ifconfig eth0 address 192.168.1.10 netmask 255.255.255.0<br />
echo -e &#8220;nameserver 200.175.5.139 \nnameserver 200.175.182.139&#8243; &gt; /etc/resolv.conf</p></blockquote>
<p>Note que nesse exemplo, estamos tentando configurar a interface eth0 utilizando o ip 192.168.1.10, com máscara de subrede 255.255.255.0 e dois servidores de nome, com ips 200.175.5.139 e 200.175.182.139. Você deve substituir esses campos com suas configurações. Se você não sabe quais são suas configurações, você não deveria estar usando esse método :)</p>
<p><strong>Rede Wireless</strong></p>
<p>Para se conectar em uma rede wireless, você precisa primeiramente procurar as redes que estão disponíveis para você entrar. Você pode conferir isso com o comando</p>
<blockquote><p>iwlist wlan0 scan | more</p>
<div id="attachment_32" class="wp-caption aligncenter" style="width: 628px"><img class="size-full wp-image-32" title="iwlist" src="http://www.itlife.com.br/wp-content/uploads/2009/09/iwlist.png" alt="saida do comando iwlist" width="618" height="480" /><p class="wp-caption-text">Saída do comando iwlist</p></div></blockquote>
<p>A saída desse comando será composta de vários blocos de informação sobre as redes disponíveis. Um exemplo de bloco pode ser visualizado abaixo:</p>
<p>Nesse exemplo, podemos ver uma rede wireless. São muitas informações sobre a rede, mas básicamente precisamos do nome dela, que é o campo ESSID (no exemplo, &#8220;Middle Earth&#8221;) e o tipo de encriptação (no exemplo, WPA2).</p>
<p>Depois de escolher a rede, devemos informar a placa de rede wireless qual rede ela deve tentar se conectar. Fazemos isso através do comando a seguir. Note que estou usando o exemplo anterior; você deve substituir middle earth pelo nome da rede que você escolheu.</p>
<blockquote><p>iwconfig wlan0 essid &#8220;Middle Earth&#8221;</p></blockquote>
<p>Após esse passo, devemos fazer um dos a seguir, de acordo com a encriptação da rede.</p>
<p><strong>Rede wireless sem encriptação </strong></p>
<p>Essa é a mais fácil. Caso a rede não tenha encriptação, basta pegar um IP exatamente como fazíamos com a placa de rede com fios. O comando abaixo deve deixar tudo arrumado. Lembre-se de substituir wlan0 pela sua interface de rede.</p>
<blockquote><p>dhcpcd wlan0</p></blockquote>
<p><strong>Rede wireless com encriptação WEP</strong></p>
<p>Para se conectar na rede WEP, devemos fornecer uma senha. Podemos fornecer essa senha de dois modos: Utilizando o valor hexa-decimal dela, ou então uma string (isso é, uma &#8220;frase&#8221;). Para fornecer a senha em hexa-decimais, utiliza-se o seguinte comando:</p>
<blockquote><p>iwconfig wlan0 key 0123-4567-89</p></blockquote>
<p>Para utilizarmos uma string, utiliza-se o comando</p>
<blockquote><p>iwconfig wlan0 key s:minhasenhasecreta</p></blockquote>
<p>Independentemente do método utilizado para colocar a senha, deve-se fechar a conexão. Para isso, use o comando</p>
<blockquote><p>dhcpcd wlan0</p></blockquote>
<p><strong>Rede wireless utilizando WPA/WPA2</strong></p>
<p>Existem algumas variações em como se conectar nesse tipo de rede; vou ensinar o método mais coumum. A primeira parte consiste em informar a senha da rede e algumas configurações, através do comando</p>
<blockquote><p>wpa_passphrase &#8220;Middle Earth&#8221; minhasenhasecreta &gt; /etc/wpa.conf</p></blockquote>
<p>Logo em seguida, utilize o comando</p>
<blockquote><p>wpa_supplicant -Dwext -B -i wlan0 -c /etc/wpa.conf</p></blockquote>
<p>Após isso, você terá que fechar a conexão com o comando</p>
<blockquote><p>dhcpcd wlan0</p></blockquote>
<p>Note que todas esses comandos devem ser executados como super usuário. Para tornar-se superusuário, basta digitar &#8220;su&#8221; seguido da senha de super usuário, ou então, caso seu usuário seja um sudoer, &#8220;sudo -i&#8221; e sua própria senha.<br />
Essa parte do tutorial ficou um pouco vaga pois esse tipo de conexão é mais complexa. Se não funcionar exatamente desse jeito, recomendo a leitura das páginas do manual dos dois comandos wpa, utilizando o comando man, e tentar entender o que significa cada parâmetro, e o que pode estar dando errado com a sua rede.</p>
<p>Para simplificar a utilização da rede wireless, recomendo o programa <a href="http://wicd.sourceforge.net/">wicd</a>, que além de ter uma versão gráfica, também utiliza uma versão em linha de comando com menus, baseada em ncurses. para utilizar ele em modo texto, use o comando wicd-curses.</p>
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